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Terça-feira, 14 de Julho de 2009

A certeza de que nunca estamos sozinhos

Olha eu nunca fui muito fã do Roberto Carlos. Acho que o cargo de fã fervorosa fica para todas as minhas tias e minha mãe e todas as outras milhares de mulheres com mais de 35 pelo Brasil. Já aconteceu algumas vezes, por curiosidade, mas não acontece com frequencia eu parar tudo e colocar um CD do Roberto da coleção da minha mãe para ouvir. Mas podem dizer o que querem, Roberto é bom pra falar de amor. É fácil se emocionar com suas canções quando se está verdadeiramente apaixonado. Ou quando você simplesmente tem uma alma sensível (como a minha rs).

Neste sábado, Roberto fez um show de 50 anos de carreira no Rio, que todos devem saber, foi ao ar na Globo. E surpresa! Num show como este a parte mais emocionante foi quando ele falou de amor. Por um amigo. Para ser mais cautelosa vou dizer que na verdade, a parte mais emocionante foi aquela em que ele, o rei e seu fiel escudeiro Erasmo, simplesmente não conseguiram falar. Foi uma troca de gestos, de gratidão e cumplicidade que fizeram as palavras da canção "Amigo" soarem minúsculas diante de tal grandiosidade.

Quem assistiu sabe do que eu estou falando. Naquele momento eu só pude me deixar levar pela emoção e sentir as lágrimas escorrerem. Roberto sabe mesmo falar de amor. Depois do show, naquela velha história de penso logo não durmo, fiquei pensando em cada amigo presente em minha vida e pedi, fervorosamente que Deus me desse a graça de um dia poder dividir aquele sentimento que vi no palco com alguém. Cinquenta anos de carreira. Cinquenta anos de amizade. Quanta dádiva! Quantos de nós alcança isso? Quantos de nós consegue chegar lá no fim da vida e fazer o mesmo telefonema que fazia 30,40, CINQUENTA anos antes? Poder dividir com filhos, netos e bisnetos a mesma pessoa, o mesmo amigo. Quanta sorte! Que vínculo maravilhoso, com a juventude, com a maturidade, com a gente mesmo, com a nossa própria vida.

Roberto e Erasmo se conheceram quando Roberto tinha 18 anos. Isso é ótimo! Eu tenho dezenove e uma penca de amigas que quero manter pela vida toda e ainda tenho a esperança de ganhar uma nova pra poder viver comigo durante toda minha vida. É tempo de semear amizades. No final das contas, é sempre bom tem um amigo pra contar. Mas é ainda melhor quando o amigo é sempre o mesmo.

Ps: Segue o vídeo para quem não viu. É bem grandinho, coisa de sete minutos. Mas vale a pena assistir se você estiver com um tempinho.

Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Ah, Férias!

Existe alguma coisa nas férias. Especialmente nas minhas férias. Principalmente meu início de férias são espetaculares, onde minha casa não me cansa, assim como adoro o ócio e assim como eu gosto da televisão e do computador. Início de férias é lua de mel total.
Mas existe algo ainda melhor do que as férias em si para mim.

Eu sou toda e completamente minha.

Não existe nada que atrapalhe meu tempo. Eu realmente decido o que vou fazer. Sou eu quem escolho cada mínimo minuto da minha vida, desde dormir mais cinco minutinhos (ou cinco horinhas) até o que vou fazer durante o resto do dia. Eu sou dona de mim em período integral. E eu a-d-o-r-o isso.

Nas férias eu faço balanço de mim mesma, leio todos os livros que eu não tive tempo de ler durante um semestre todo já que o tempo não permitia. Também assisto à todo tipo de filme, bom e ruim. Escrevo horrores. Poesia, música, rabisco, o que me vier na telha. Continuo aprendendo incrivelmente, só que a matéria se restringe à "Como conhecer a si mesma". E fico nessa até os últimos dias. É maravilhoso.

Além disso vivo aquela parte óbvia de estar com as amigas sempre que possível - e o possível ocorre com uma frequência ótima - e estar com a família. Eu queria poder viver em férias o tempo todo, nesse período de busca de prazeres sem fim.

De qualquer forma, pra finalizar e julgando que a galera leitora desse blog é predominantemente feminina (agradeço à todos em geral) eu indico em número e grau a leitura deliciosa de Comer Rezar Amar - Elizabeth Gilbert. Mesmo! Toda mulher deve ler.

Beijinhos e até breve!

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

No ar, Tv Reality Show


A primeira vez que um reality show foi ao ar eu não tinha nem noção do que se tratava. Era um monte de semi artistas numa casa que o Silvio Santos chamou de "Casa dos Artistas" e bateu records de audiência, se aproximando até do Fantástico na Globo, o que nunca tinha acontecido antes.

Hoje, mais ou menos uns 9 anos depois aqui estou eu. Depois de duas edições (teve mais?) do reality show do Sbt e incríveis NOVE edições do Big Brother Brasil aqui estou eu falando sobre um gênero de programa que é o maior sucesso no Brasil. Sim, faça e fale o que quiser baby, assista ou não, nós brasileiros amamos um reality show. Agora toda e qualquer emissora tem um! É incrível.

A Globo já usou do No Limite (lembra desse?), dos incontáveis Big Brothers e agora colocou no ar um após o Fantástico de que nem sei o nome. Até no próprio Fantástico quadros exploram esse gênero (como as famílias em situações ecônomicas difíceis e etc). O SBT também já se utilizou do Ídolos, mendigou um Astros, e agora tem Esquadrão da Moda e Dez Anos Mais Jovem na sua rede.

A Record também não é tão nova no pedaço, com muitas edições do Aprendiz e agora a chamada "A Fazenda" - que vamos e venhamos deu uma movimentada na televisão com as loucura do tal do Théo (DEMENTE!) as palhaçadas do Carlinhos (imitações incríveis!) e as beldades do idiota do Miro e do gracinha do Dado. A edição é porca o tal do Britto Jr se revelou um grosso, mas dá pra dar umas boas risadas com toda aquela parafernália que dizem as más línguas é toda combinada. Eu duvido muito.

Pois é, sou da geração do orkut, do msn, do icq, das chiquititas, do tchan e... do Reality Show. E como vocês devem ter percebido assisti à tudo para poder falar. Não tenho vergonha nenhuma. Isso não quer dizer que esses programas me levem à algum lugar. A TV Cultura tá aí pra quem a procura. Dá uma checada na audiência dela! Eu só sou parte da pequena parte da população que assume assistir essa programação. Vai negar? Quer dizer então que você nunca deu aquela... espiadinha?

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Mais de Michael

Acabei de apagar um post enorme. Não pude passar ilesa à confirmação da notícia de que Michael Jackson morreu. Acabou de sair da boca de William Bonner. Agora eu acredito.
Morreu.
O ídolo do pop morreu.
E vão mostrar sem parar na televisão imagens da sua transformação bizarra, reduzindo sua vida turbulenta à algumas imagens sobre uma pessoa que passou a vida se destruindo. É claro que Michael é uma pessoa pela qual o jornalismo se aproveitou durante todos esses anos. Suas peripécias excedem a normalidade e não sei por qual razão sádica nós gostamos de ver assim, em público, a imagem de uma alguém ser deteriorada. Sim. A imagem, pois poucos olham para a pessoa.
Eu não sei quando foi que comecei a gostar do Michael. Comecei a sentir uma pena enorme daquela pessoa brilhante que era capaz de atrair públicos imensos em qualquer lugar do mundo, aquela pessoa com um talento incrível que simplesmente não soube se amar. Não sou Freud pra dizer quais as razões, mas pude ver, por conta própria já que faço parte da geração de sua decadência.
Eu só consigo dizer que hoje perdemos muito mais do que uma criatura bizarra que passou a vida querendo colocar em sua aparência a transparência de sua infelicidade. Muito mais que uma criatura que foi acusada inúmeras vezes de pedófilo. Muito mais do que um perturbado mental. Hoje nós perdemos o rei do pop, o inventor de histórias do videoclipe, de novos jeitos de dançar, de usar o corpo. Michael é mais um ídolo que eu sofro por não ter tido a chance de assistir em seu auge. Assim como outros tantos que o tempo tirou de mim antes mesmo que eu pudesse viver.
É por isso que ao contrário de todos os meus companheiros de jornalismo que hoje, eu vou postar aqui uma das músicas mais gostosas que eu já escutei na minha vida. Da primeira vez só feche os olhos e escute. Na segunda assista. O menininho incrível, com um molejo impressionante e voz mais gostosa é ele, o próprio. Antes de a vida, ou ele próprio, cair em desgraça e tristeza. Lá está ele. Pedindo "Mais uma chance" para o amor...




É uma das minhas músicas favoritas.
Durma em paz, Michael.

Terça-feira, 16 de Junho de 2009

Santa Terapia


Não me lembro de quando escutei a palavra terapia pela primeira vez. Provavelmente não a encarei com muito preconceito como as pessoas ainda fazem nos dias de hoje porque era muito pequena pr entender e quando cresci pude julgar a terapia de perto. De dentro.
Quero ter dinheiro suficiente para poder reservar meu tempo para mim durante muitos anos. A terapia é um mergulho profundo na gente mesmo: medos, frustrações, vontades, desejos e porquês. Muitos porquês. É como olhar para nós de um ângulo diferente, com uma lente de aumento, conhecer aquilo que permanece oculto em nós, um exercício de auto estima e auto amor. Quando saímos desses mergulho profundo entramos em contato com a realidade de uma maneira diferente, ampliamos nossa visão. É um elo entre nós e o resto do mundo. Acredito que desta maneira todos nós tendemos a ser melhores como pessoas porque nos enxergamos como tais, com todos os defeitos e perfeições.
Com a terapia percebemos que a as descobertas pessoais não terminam. Quanto mais o tempo passa, mais descobrimos de nós mesmos. E quer coisa mais óbvia do que se dedicar a se conhecer, conhecer a fundo a pessoa com quem você vai conviver até o fim da sua vida? Com a terapia vem o foco, vem a clareza para escolher com maior certeza um entre todos os outros caminhos possíveis.
Todos nós precisamos de uma radiografia dos nossos pensamentos, sentimentos, desejos. Nada melhor do que se conhecer por inteiro para alcançar o sucesso e a paz. Faça Terapia!

Domingo, 7 de Junho de 2009

O tal do príncipe encantado



Com tantos filmes maravilhosos que a gente cresce assistindo é difícil não idealizar um cara perfeito. Declarações de amor explícitas, loucuras de amor pra todo mundo ver, carinho, respeito e trilha sonora são ingredientes perfeitos para um filme de sucesso.

Talvez não seja tão diferente na vida real e influenciadas pelo mundo do cinema a gente vive à espera do cara perfeito.
Por mim tava tudo ótimo se um cara mistura de Edward, George Clooney, Brad Pitt, Vilhena e Cauã Reymond resolvesse aparecer na minha porta. Pára tudo que essa trupe misturada (ou até mesmo qualquer um deles sozinhos) é um sonho que eu adoraria alcançar. Mas não dispensaria o respeito, a amizade, a companhia e principalmente a cumplicidade como as características essenciais para um candidato a namorado.

Talvez assistir à filmes tão lindos como esse da foto (Diário de uma Paixão, se não assistiram assistam!) seja a razão de idealizar por um cara que nunca chega, e o motivo pelo qual eu continuo solteira. Mas a verdade é que não encontrei ninguém ainda que me fizesse sentir tão especial a ponto de ser meu namorado. Permaneço com as minhas portas fechadas. O cara certo vai ter a chave para entrar.

Sexta-feira, 29 de Maio de 2009

Manifesto sobre o futebol


Nasci em São Paulo, Brasil. Mesmo sendo uma garota, meu gene futebolístico brasileiro se manifestou de maneira profunda e sou daquelas que sabe muito bem o que é impedimento e derruba alguns marmanjos no campeonato de Winning Eleven. E sei que não sou a única, tenho várias amigas do mesmo ramo que eu e muitas delas de maneira muito mais profunda do que a minha. Sendo assim, venho por meio deste dar meu pitaco sobre isso mesmo, o futebol.

Não cabe dizer que eu sou São Paulina ou que sou apaixonada pelo Ronaldo (eterno fenômeno, ainda que em formato bola) pois não é disso que vim falar. Está no site G1 uma matéria sobre a vontade que o Robinho está mostrando de voltar para o Santos. Mais um. Adriano, Ronaldo, Fred e agora Robinho. Todos eles fizeram o caminho lá fora, brilharam no futebol mundial e no momento de decadência lá chegam todos, chorando para o colo da pátria mãe.

Olha, é claro que dá orgulho de ver Kaká, Ronaldo, Ronaldinho e outros tantos ganhando títulos de melhores jogadores lá fora, mas tá na hora de a gente regulamentar esse negócio. Tem muleque jogando lá fora e fazendo o maior sucesso sem nunca ter alcançado o auge aqui dentro - o Pato veio da onde mesmo? - tá virando festa. Tem que ter um limite de brasileiros jogando em times do exterior. Teve um tempo que o Milan tinha 7, SETE jogadores brasileiros. Gente do céu, de VINTE E UM, SETE eram brasileiros. É um absurdo. Tá na hora da CBF fazer alguma coisa.

"É permitido que um time de futebol que não seja do Brasil, contrate UM jogador brasileiro." Ponto. Zéfini. Chega. Tá ótimo.

Além do mais a Copa das Confederações tá chegando e não é uma copa do mundo, mas sou daquelas que não gosta de ver o time perder. Se o Dunga continuar fazendo o mesmo trabalhinho de porco e os jogadores não mostrarem a garra e principalmente a ginga que costumamos ter vou colocar a boca no trombone. Não que isso vá adiantar muita coisa, mas tenho direito à liberdade de expressão. Quero acompanhar o brilho dos grandes jogadores brasileiros no Brasil. Aqui dentro. Já pensou que animal uma final como essa?

Ps: Desculpem-me a ausência, pela milésima vez.