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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Vida Simples


Sinceramente a vida anda corrida demais para o meu gosto. As 24h do dia já não são mais suficientes para que eu durma bem e para que eu viva do jeito que gostaria. O metrô é uma loucura, o trânsito um caos e agora respirar nessa cidade é tarefa difícil nesse calor insuportável. Me pego caçando alegrias ao fim do dia e vendo a semana passar rezando para que chegue sexta-feira. E então me pergunto: para onde eu estou indo?
A verdade é que sempre fui daquelas paulistanas fervorosas que não aceita que lhe falem um A da sua cidade. Tudo bem, vamos combinar que eu não mudei lá muitas coisas quanto à isso, ainda não gosto quando as críticas aparecem de fora, mas confesso que ultimamente tenho achado muitos defeitos por aqui. E não é nem de São Paulo em si, mas do modo de vida que São Paulo - e toda metrópole - oferece. Trabalhe mil horas por semana para descansar um domingo. Estamos tão acostumados à este modo de viver frenético, que o tempo tão curto que nos sobra não permite que paremos para refletir que isso é simplesmente insano.
Olha eu vou te contar que eu passei um final de semana maravilhoso na praia, com sol, piscina e muito carinho e é isso que eu quero pra mim, é essa a vida que eu busco e não o lazer. Eu não quero isso só de fim de semana. Eu quero isso sempre. É claro que pra ter piscina e comida na mesa esse feriado, papai e mamãe trabalharam o ano inteiro... e é isso que eu acho injusto.
Será que o João do Coco que trabalha lá na praia, que meu pai acha doido por ter largado tudo pra ter um quiosquinho a beira mar, dando um mergulho entre um cliente e outro, trabalhando das sete até a hora que quiser e ganhando bem menos do que antes não é mais feliz que eu? Não é mais feliz que esse bando de gente que pega trânsito e vira sardinha em lata no metrô? Sabe, acho que a maturidade anda mudando os meus conceitos...

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Eu recomendo!

E então que tudo está uma correria de novo. Faculdade, trabalhos, trabalhos, trabalhos e muito namorado. Não tenho tido tempo pra ficar no computador, que dirá pra fazer um post bem pensado e calculado pra vocês. Por isso, estou passando só pra dar a caras e dizer que não resolvi abandonar esse meu canto, mas que por enquanto esses afastamentos vão ser inevitáveis.
Aproveito - por falta de assunto e tempo - pra falar de dois filmes ótimos que estão no cinema. Vou começar falando de um que já está quase saindo das telonas :


Juro, melhor comédia que eu já assisti nos últimos ANOS. Dá pra dar risada do começo ao fim, e é muito gostoso ver o cinema inteiro deitando a cabeça pra trás de tanto rir. A história foge completamente do convencional, não tem nenhum ator estupidamente famoso - mas um deles é muito lindo, isso eu garanto - e é de arrasar. Fora que é um dos poucos filmes "homenzinho". Pra quem já cansou das comédias românticas, água com açúcar, "mulherzinha", eu recomendo muito! Aproveitem e corram pro cinema, porque já está quase acabando!



Outro filme que eu super recomendo e esse está a menos tempo no cinema é:




Bastardos Inglórios. É o tipo de filme que só o Tarantino faria mesmo. É simplesmente maravilhoso. E não me refiro só ao Brad Pitt não, que mesmo aparecendo pouco e com um visual bizarro continua muito do desejado e charmoso, mas toda a trama, minuciosamente bem enlaçada, com um final surpreende. Os diálogos completamente perfeitos, onde as emoções dos personagens podem facilmente ser sentidas por nós, ali sentandos em frente à telona, ajudam para que o filme que é longuíssimo passe super rápido. Mas prepare-se, o filme é de uma violência em detalhes. Se você é fresca como eu, vá assistir mesmo assim... é só colocar a mão no rosto nas horas mais assustadoras.

Gente por hoje é isso.
Volto assim que puder.
Mil beijos!*

domingo, 11 de outubro de 2009

O prazer é meu

Falar de prazer é uma coisa deliciosa, até porque prazer no dicionário Michaelis, entre outras coisas significa: 2. deleite, gosto, satisfação, sensação agradável; 4. distração, divertimento.
Não vejo mal nenhum em dedicar meus dias à o prazer, acho até que vivemos em busca dele e não me sinto culpada por gostar tanto de senti-lo por aí.

Prazer pra mim pode ser tanta coisa! Pode ser batata frita com sorvete, um bom potinho calórico de leite condensado com achocolatado ou uma super pizza de frango com catupiry. Passar a tarde com as amigas falando mal do resto do mundo também integra a lista, assim como uma boa tarde de compras sem muita preocupação com o cartão de crédito. Lá no topo da lista ainda tem um dia dedicado à livros e música, de pura tranquilidade, onde eu escuto as musicas que eu quero, a hora em que eu quero, no volume em que eu quero. Esse prazer só não vence deste último, tão recentemente descoberto, que é passar um bom dia de frio, cheio de cobertor, pipoca e filme com o braço do namorado na cintura, esquecendo que fora de casa existe outra vida.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Seja Bem- Vinda


Olha Felicidade, eu vou te dizer que você demorou pra chegar completamente. Eu até pensei que você nunca chegaria nos níveis que eu esperava, e que toda aquela euforia que eu sentia vontade de sentir só existia em filmes e novelas. Tava até perdendo um pouco de esperança.

E agora que você chegou, Felicidade, eu até arrumei a casa pra você. Pra ser sincera, eu venho arrumando já faz um certo tempo, pro caso de você chegar. Senta, claro, por favor, fique a vontade.

Desculpa, desculpa se fico te olhando desse jeito é que eu não consigo evitar. Então você existe, é assim que você é. Tem certeza que eu posso te tocar? É claro que eu gosto da nossa intimidade, é que eu tenho que me acostumar à você e pode ter certeza que é tudo o que eu mais quero, mas às vezes realmente eu me pego assustada pensando que você pode resolver ir embora a qualquer momento, e olha se você fizer isso eu já te digo que eu vou ficar arrasada. Por mais que eu tranque todas as portas, a Tristeza insiste em chegar quando você vai embora e olha, eu prefiro MIL vezes você. Um milhão! O infinito de vezes! Então fique!

Você pode vestir todas as minhas roupas, usar toda a minha maquiagem, pode entrar em todos os cômodos, assistir todos os meus filmes e ler todos os meus livros. E mais, você pode me acompanhar pra todo lugar que eu vou, eu jamais me incomodaria! Como eu te disse, sinta-se em casa.

Eu vou me esforçar pra fazer com que você permaneça comigo, eu prometo. Como um casamento. Sabe Felicidade, pra ser honesta, eu vou te falar: Estou completamente apaixonada por você. Doida varrida, babando vendo você passar, ir e vir nesse seu balanço gostoso, sou apaixonada por cada movimento, te vejo nos pássaros cantando de manhã cedo e até no burburinho do trânsito dessa cidade. Sou capaz de te pedir em casamento agora mesmo.

Você casa comigo? Casa agora? Nós estamos praticamente casadas? Então é isso, Meu Deus, Obrigada. Obrigada, Felicidade. A casa é sua.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

As páginas de Manoel Carlos

Em primeiro lugar gostaria de deixar bem claro: sou noveleira. Faço parte da minúscula parcela da população que assume assistir e gostar disso. Não tenho vergonha nenhuma, é um gênero tipicamente brasileiro os autores e atores dão um duro danado pra fazer funcionar e conseguem fazer um super trabalho com um orçamento muito menor do que o utilizado pelos poderosos das séries americanas. A qualidade pode não ser tão boa, mas vamos combinar que fica bem acima do que os "metidos a intelectuais" andam dizendo por aí.
Daí que quase vinte anos completos e muitas novelas, eu sempre amei Manoel Carlos. Por Amor, Laços de Família, Mulheres Apaixonadas, Páginas da Vida... fã de carteirinha de não sair de casa pra ficar se envolvendo com todas aquelas histórias de gente com muito dinheiro que faz muita coisa errada até se dar bem no final. Sempre admirei o jeito especial com que ele trata das mulheres, sempre cheias de forças e do modo como ele não cria pessoas como os tais vilões que a gente tanto vê por aí (dá pra gostar da Flora? da Yvonne? Meu Deus, existem pessoas só más nesse ponto?).
Mas estou decepcionada. Essa tal de Viver a Vida pode estar no começo, mas não me acrescenta absolutamente nada de novo. Tanto falaram de "Caminho das Índias" ser a versão número dois de "O Clone" e começo a me perguntar se a nova novela das oito (entenda-se nove) não é a número cinco, a quinta temporada de Manoel Carlos. Me irrita esse ambiente todo chicoso, a empregada amiga, a filha mimada. É tudo repeteco.
Sei que não se mexe em time que tá ganhando e sou totalmente a favor da trilha sonora maravilhosamente bem elaborada e dos depoimentos no final. Ok, continue assim, afinal de contas as músicas são outras e os depoimentos também são diferentes. Mas o enredo? Este não, continua a mesma coisa do mundo top do Rio de Janeiro, com uma leve troca de atores (Zé Mayer não abdica de seu posto). Ainda temos que aturar uma Taís Araújo absurdamente forçada, uma Dani Suzuki irritante e um time de atores fraquíssimos! Agradeço aos gêmeos, muito bem interpretados por Mateus Solano e perfeita da Lília Cabral.
Sinceramente, são poucos os bons momentos daquilo que eu julgava tão bom e me pergunto se a qualidade piorou de uma hora pra outra ou se são os meus vinte anos fazendo efeito. Espero que o tempo, e a falta do humor do Dodi de "A Favorita" e a competência de Tony Ramos em "Caminho das Índias" vão acabar me respondendo com o tempo....

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Um Amor Feliz

Recomendação: Leia enquanto escuta


Não há nada mais gostoso que uma boa história de amor e em matéria de romance tenho certeza que eu daria um bom filme, até porque minha história é cheia de detalhes.
Conheci meu grande amor em uma sala de aula quando eu tinha quinze anos de idade. Nosso primeiro beijo aconteceu ao som de uma música romântica especialmente escolhida por uma das minhas melhores amigas, a aniversariante da festa. Ele era meu par, estavamos vestidos de gala o que aumentou ainda mais a aura de sonho daquela noite.

Depois disso, vivemos um mar de rosas. Consigo até imaginar a trilha sonora com nós dois andando de bicicleta na praia, ou passando sorvete na cara do outro. No meio de tudo isso, como é de praxe, tinha uma megera para tentar azedar nossa vida tão doce.
Como em um bom filme americano, acabamos nos separando depois de dois anos de namoro. É aí que aparece aquela parte do filme em que a mocinha chora por todos os poros do corpo e mal vive em meio à um turbilhão de sentimentos que não se completam.

O tempo passa e nas diversas fases eles se reencontram nunca se perdendo de vez, mas nunca apertando os laços de amor que a vida lhes presenteou. A moça muda, encontra muita gente, conhece novos mundos... vive. Ele aproveita tudo aquilo que a solteirice lhe oferece. Ambos conhecem pessoas novas e comparações são inevitáveis. Vivem com a sensação de "Está faltando alguma coisa..."

E aí, cinco anos passados, finalmente decidem viver sua vida com outra pessoa, apostar quem sabe numa nova paixão, e a platéia do cinema já está se arrependendo por ter pagado pra assistir aquele fim, o destino prega uma peça e os dois se reencontram. É nesta cena que o cinema todo solta suspiros e as meninas choram. Os dois percebem que o sentimento não havia morrido e no meio de uma multidão trocam o beijo e o abraço mais completo do mundo. Estão inteiros. Estão de volta.

O filme acabaria por aí, pelo menos por enquanto e o bom é saber o quanto de espaço e de tempo ainda podem caber nesses 90 minutos. O bom é saber que este filme ainda por render muito e virar série de televisão. O bom é saber que é baseado em fatos reais e que eu quero ser a protagonista desse "e viveram felizes para sempre" por toda a minha vida...

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Cartão Vermelho


Eu daria um cartão vermelho gostoso para o trânsito caótico dessa cidade de São Paulo. Amo São Paulo com todas as minhas forças mas não dá pra respirar com esse mundo de gente. De que adianta ter a maior variedade de lazer do Brasil se o trânsito não te permite ir pra lugar nenhum? Tristeza é acordar cedo e ter a certeza de que o engarrafamento é parte do seu dia. Kassab, faça alguma coisa!